Realidade aumentada muda relação de usuários com celular



Wikitude: aplicativo permite navegar pelo mundo real através do telefone celular

Começam a surgir vários aplicativos de realidade aumentada, com uma certa vantagem em termos de opções para os usuários do Android. São programas como Layar e Wikitude, que permitem usar o GPS do aparelho, ou endereços informados manualmente, como ponto-de-partida para exibir camadas de informação sobre lugares próximos. Os mecanismos de realidade aumentada, que permitem conectar espaços físicos à Internet, tornam-se assim acessíveis a um público amplo. São aplicações semelhantes a experiências como as feitas por Bruno Vianna com seu projeto Invisíveis, desenvolvido na segunda edição do Vivo arte.mov. Ao apontar a tela do celular para lugares sensíveis, o usuário consegue informações como a idade de uma construção, a distância de um posto de gasolina e outras. No estágio atual de desenvolvimento, a experiência do usuário não é completamente satisfatória, e existem problemas como a disponbilidade em poucos lugares. São deficiências comuns quando se trata de recursos tecnológicos em desenvolvimento, que não chegam a comprometer o possível entusiasmo com as possibilidades oferecidas. É possível que sejam lançados aplicativos semelhantes para o iPhone, conforme publicado no site TouchyApps e já existem algumas alternativas para usuários do sistema operacional Symbian. Por permitir que os recursos de geolocalização cada vez mais comum tenham um uso menos específico, trata-se de desenvolvimento importante, que pode pesar na balança quando as pessoas forem optar pelo uso do computador ou do celular como ferramenta favorita de navegação.



Canetofone: celular escreve no ar



Sandip Agrawal, Ionut Constandache, Shravan Gaonkar, orientados pelo professor Romit Roy Choudhury, desenvolvem protótipo que permite anotar textos pelo registro do movimento de um telefone celular

Estudantes de engenharia da Universidade Duke desenvolveram uma espécie de canetofone, um celular que escreve no ar e envia o texto para um e-mail pré-definido. Com um aparelho do tipo é possível, por exemplo, tirar uma foto e imediatamente escrever uma legenda para identificá-la. O protótipo usa os acelerometros do aparelho para mapear o movimento do celular, tendo como resultado uma aplicação em que é permitido anotar o texto. Em entrevista publicada no Slashdot.org, o professor Romit Roy Choudhury declara que seu grupo de pesquisa entende o celular não apenas como um dispostivo de comunicação, mas como uma plataforma mais ampla para permitir a interação entre homem e máquina. Tem um vídeo com detalhes do projeto em http://synrg.ee.duke.edu/media.htm.



Wikiplaza: produção de espaços sociais urbanos mediados



Cidade em Rede: o conceito de Wikiplaza foi criado em 2006 pelo hackictetura.net, como resultado de pesquisas sobre o desenvolvimento de espaços públicos colaborativos

Aconteceu, entre 29 de maio e 07 de junho, na Praça da Bastilha, em Paris, mais uma experiência no formato Wikiplaza. Com vários ateliês abertos, palestras e projeções de vídeo, o objetivo foi experimentar formas de “navegar, pensar, habitar a cidade rede”. O protótipo feito para a cidade das luzes consistiu de uma infraestrutura combinando elementos arquitetônicos e sistemas digitais. Potencialmente, o acontecimento é capaz de estimular e discutir usos de tecnologias compartilhadas como forma de buscar usos particulares dos “fluxos eletrônicos que, sejam amigáveis ou hostis, transformaram a cidade contemporânea”.



Cuide de Você.



A artista francesa mostra no Brasil obra que estreou na Bienal de Veneza, em que 104 mulheres, duas marionetes e uma papagaia interpretam carta que ela recebeu de um ex-parceiro encerrando a relação

Vem assim com redação mais formal que a do descontraído “Se cuide”, e com ponto final seco, ao invés da exclamação que certamente combinaria mais com o tom das obras de sua autora, o título do trabalho que a artista Sophie Calle trás ao Brasil, no contexto do ano comemorativo da França no país. http://www.sophiecalle.com.br/ trás algumas informações sobre o projeto, realizado pelo Videobrasil, em parceira com o Sesc. O trabalho será exibido na unidade Pompéia da instituição, entre 10 de julho e 7 de setembro, e segue para o MAM de Salvador, onde poderá ser visto entre 22 de setembro e 22 de novembro. O trabalho pretende seguir à risca o conselho dado na carta que se tornou título da obra, explica Calle. Anestesiada pela incapacidade de relacionar o que lia com sua vida, a ela busca analisar através das substitutas de diversos perfis e profissões, o acontecimento que no Brasil ganha uma nuance curiosa. Acontece na FLIP o primeiro reencontro dos ex-amantes, que aceitaram participar da mesma mesa no evento literário (eles não se vêem desde o envio da carta motivadora de Cuide de Você). Por esta, nem Marina Abramovich esperava.



Relato sobre o Futuresonic 2009



Drew Hemment, na abertura do festival inglês que acontece há 14 anos, apresentando os principais desdobramentos da música e da arte urbana desenvolvida com tecnologias digitais e portáteis

Foi publicado no Rhizome um relato de Jonah Brucker-Cohen sobre a décima edição do Futuresonic (http://rhizome.org/editorial/2630). O texto resume as apresentações feitas no Simpósio realizado durante o evento, com apresentações de artistas como Usman Haque e designers como Tapio Makela, e ações como o Open Lab, que reuniu artistas e realizadores num workshop que estimulou a discussão de temas relacionados ao aquecimento global, e especialmente sobre como projetos desenvolvidos com mídias locativas podem tratar de questões políticas e ambientais. Além disso, o relato de Brucker-Cohen também apresenta os trabalhos incluídos na exposição Environment 2.0, que aconteceu na Cube Gallery, com trabalhos de artistas como Azusa Murakami e Amy Balkin.


Urban Prospecting: projeto de John Cohrs, comissionado pelo Futuresonic, promoveu expedições pelo centro da cidade em que os participantes procuravam óleo usando aparelhos customizados

Urban Prospecting which commented on society’s relentless addiction to oil. For this project, Cohrs led groups of people around Manchester carrying custom designed hardware devices fashioned from old metal detectors with embedded hydrocarbon sensors to “search for “oil” in the city centre. Instructions for building the devices are also available on Instructables.com.



Mapping Festival



Chamaco se prepara para sua performance na Suiça: Biscrocks para ele, que merece!

Começa na próxima sexta-feira, 8 de maio, em Genebra, o Mapping Festival. Na programação, performances audiovisuais, instalações e workshops, que acontecem até o dia 17 de Maio. O festival reúne artistas de diversos países, com apresentações célebres como a Reactable, nomes que estão despontando no cenário europeu, e propostas inusitadas, como a versão mais recente do trabalho em processso Videoman, de Fernando Llanos. A sexta aparição do super-herói mexicano, que projeta vídeo no espaço público usando tecnologias como skates e mobiletes será em companhia deste que pode ser desde já decretado o melhor amigo do videoartista: quem pensou num MacIntosh capaz de editar sozinho perdeu a chance de pensar num cão convertido em VJ. Com seu chihuahua, Llanos preparou esta perfomance em que o pequeno cachorro cruza uma rua exibindo imagens a partir de projetores também mínimos.



Arte Digital na América Latina



Primeira edição da revista Art Hypermedia, com artigos de Mark Coniglio e Pablo Bernasconi

Está a venda por US$ 15,00 na rede FNAC a revista Ars Hypermedia, publicação trimestral que reúne artigo de artistas e críticos especializados em arte e tecnologia. Uma das sessões da revista, In the opposite side of the telescope, será dedicada à análise de trabalhos latino-americanos e questões relacionadas à cena de arte contemporânea em países como Brasil, Venezuela, Argentina e Chile. Editada pelo artista e pesquisador Cícero Inácio Silva, o objetivo da sessão é disparar uma discussão sobre tópicos próximos da realidade cotidiana, como a violência, a demagogia, a corrupção endêmica e a fragilidade das instituições democráticas. Cícero observa que muitos destes temas foram tratados, de várias formas, por artistas “tradicionais”. Mas, ele acredita que o fato de a América Latina ter uma cena interessante de arte digital, com festivais como o FILE, o Mobilefest e o Videobrasil, prêmios como o Rumos e o Sergio Motta, e bienais como o Emoção Artificial, torna o campo bastante significativo em termos de engendramento de novas formas de arte.



Murcof e AntiVJ: destaque do Futuresonic 2009



Fernando Corona, o Murcof: fundador da Static Discos se apresenta na próxima edição do principal festival de música e arte urbana de Manchester.

Um dos destaques da edição de 2009 do Futuresonic é a estréia mundial da conhecida dupla mexicana Murco e AntiVJ, seguida de uma apresentação rara e esperada do compositor Islandês Johann Johannsson e o Iskra quartet, com participação do artista de folk experimental Denis Jones. A dupla mexicana foi comissionada para colaborar numa nova instalação audiovisual site-specific, em que música ao vivo, imagens projetadas em camadas semi-transparentes criam um ambiente imersivo num cosmos de milhões de estrelas e formas abstratas quebradas, multifacetadas. Mais informações em http://www.futuresonic.com/murcof-and-antivj-live.



Mapas Modulados


Imagens desenvolvidas por Jeremy Hight e Paul Wehby

Acaba de ser publicado no Parsons Journal for Information Mapping o artigo “Reversing the Map: Modulated Mapping and the Spatial Interface”, de Jeremy Hight. O texto discute como “os mapas podem ser ativos, maleáveis, alimentados por tecnologias de código aberto e até, em certo sentido, inteligentes e capazes de adaptação.” Hight explica como também existe a possibilidade “deste mapa ter funcionalidades que, baseadas em palavras-chave, vai buscar bancos-de-dados online a procura de mapas, animações, histórias e narrativas para incorporar com finalidades de estudo e engajamento”. Por este motivo, o autor considera que o mapa “é uma plataforma e no entanto ativo”, o que torna possível a emergência de comunidades “conforme as pessoas se comunicam graficamente por meio de trabalhos inseridos em mapas”. Hight defende que “todos os maneirismos das mídias locativas devem resultar num sistema de canais e mapeamento e aumento espacial da rede”. Ele sustenta que os projetos de software “vão permitir o desenvolvimento de mapas e comunicação da mesma forma que em programas como o Second Life”.



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