Uma retrospectiva da obra da artista suíça Pipilotti Rist, na Fundação Miró, em Barcelona http://www.fundaciomiro-bcn.org/exposicio.php?idioma=2&exposicio=2475&titulo=Friendly%20Game%20-%20Electronic%20Feelings , traz até mesmo uma interseção concreta entre os dois artistas, através de “Doble llum”, projeção de um vídeo de Pipilotti Rist sobre “Femme”, escultura de Miró datada de 1968 e parte da coleção do museu. A obra, em sua nova forma, passa a integrar o acervo da Fundação Miró. A mostra começa com duas pequenas instalações em vídeo e continua com uma das mais emblemáticas obras da artista – “Sorva Meu Oceano” – de 1996, em que uma projeção sobre duas paredes que se encontram é usada pela artista para refletir sobre a eterna necessidade de compreensão absoluta do outro e sobre o desejo quase irrealizável de sincronicidade. Outros trabalhos de Pipilotti Rist são questionamentos contundentes acerca de tabus sociais e de temas como o medo, a tradição, a domesticidade e a esterilidade da vida contemporânea, bem como reflexões sobre “nossas ideias estereotipadas em relação às normas de urbanidade”.
O Museu Ludwig http://www.museenkoeln.de/museum-ludwig/default.asp?s=3045 , em Colônia, Alemanha, abre pela primeira vez sua coleção de videoarte ao público, mostrando 55 instalações de trabalhos significativos de autoria de Aernout Mik, Mike Kelley e Nam June Paik, entre outros. Além das instalações, proximadamente 270 trabalhos podem ser vistos em telas distribuídas pelo espaço da exposição. Quem visita a mostra recebe informações sobre eventos antológicos, que marcaram a história da videoarte, como a mostra “Exposição de Música, Televisão Eletrônica”, de Nam June Paik, realizada em Wuppertal, no oeste alemão, no ano de 1963. Várias das obras então apresentadas pelo artista coreano integram hoje o acervo do Museu Ludwig. A exposição, que vai até o dia 31 de outubro, não trata apenas da história da imagem em movimento na arte, mas também de diversas obras de artes inspiradas no cinema. Questionamentos sobre a influência da narrativa e do documental sobre a arte contemporânea são pontos de discussão no contexto da mostra.
O FuturePlaces http://colab.ic2.utexas.edu/futureplaces/ , que acontece na cidade do Porto, em Portugal, entre os próximos 12 e 16 de outubro, é um evento voltado para o debate acerca dos desafios e potenciais que as mídias digitais representam para o processo de transformação social e cultural das sociedades contemporâneas. Através de exposições, mostras de vídeos, performances, shows de música, palestras e workshops, o FuturePlaces questiona sobretudo como as mídias digitais podem contribuir para o desenvolvimento das culturas locais. A Rádio Futura, parceira do evento, que irá levar o FuturePlaces ao público através da série “Mídias digitais e culturas locais”, está selecionando programas previamente gravados de 30 minutos a uma hora de duração (música, poesia sonora, peças experimentais ou simplesmente “estranheza pura”), que tenham de alguma forma conexão com o tema “culturas digitais” http://colab.ic2.utexas.edu/futureplaces/radio-futura/ . O prazo para as incrições (envio de arquivos mp3 ou links) é o dia 10 de setembro de 2010.
O Centro Fundación Telefónica, em Lima, capital do Peru, um espaço destinado à divulgação, estudo e desenvolvimento de expressões artísticas que usam as novas tecnologias como suporte, apresenta na quinta-feira, 12 de agosto, a palestra “Criação em vídeo e políticas culturais” http://centro.fundaciontelefonica.org.pe/act_01.asp , com participação de Angie Bonino, Álvaro Zavala, Juan Javier Salazar e José Carlos Mariátegui, sobre retrospectiva de videoarte peruana, com curadoria de Mariátegui, que vai até o próximo 29 de agosto. A mostra resume três etapas claramente distintas da história da videoarte e do vídeo experimental no Peru. A primeira compreende seus primórdios, os primeiros festivais de vídeo dos anos 1970 e aparições esporádicas nos anos 1980. A segunda etapa começa na década de 1990, chegando ao ápice de sua divulgação no Festival Internacional de Videoarte, que tornou conhecido um novo grupo de artistas ligados ao audiovisual. A terceira etapa inicia-se na primeira década do século 21 e volta-se para a consolidação do vídeo como parte integrante de exposições de arte contemporânea e da reconfiguração do consumo generalizado de novas mídias propiciado pela internet. Até o dia 3 de outubro, no CFT, pode ser vista ainda, pela primeira vez no continente latino-americano, uma mostra de 23 vídeos da coleção de Jean-Conrad e Isabelle Lemaitre http://centro.fundaciontelefonica.org.pe/videoXXI_obras.htm, que reúne obras de artistas europeus, do Oriente Médio, Ásia e América Latina.
Os espanhóis Alberto Tognazzi, diretor do Movil Film Fest e produtor audiovisual desde 1996, e Miguel Angel Blanca, membro do grupo musical Manos de Topo, virão ao Brasil a convite do Instituto Cervantes, para ministrar uma oficina no CCE_SP (Centro Cultural da Espanha em São Paulo), http://ww2.ccebrasil.org.br/programacao/2010/8/3 dirigida especialmente a jovens que trabalham na área musical. A oficina é voltada para quem se interessa por música e pela criação de vídeos e, acima de tudo, aos interessados em se aprofundar em novas linguagens audiovisuais que se adaptem às peculiaridades dos telefones celulares: formato reduzido, interatividade e portabilidade. Os participantes terão a oportunidade de realizar uma ou várias obras audivisuais destinadas a serem distribuídas através de celulares, e conhecerão todas as partes do processo criativo, desde a gravação até a edição do vídeo e sua distribuição pela internet ou por redes móveis. Ou seja, os participantes aprenderão a conceitualizar, criar e rodar seus próprios trabalhos, para depois divulgá-los e distribuí-los nas plataformas digitais. O objetivo da atividade é potencializar o uso da tecnologia na distribuição e introdução do mercado de produções musicais alternativas. A oficina acontece entre os dias 14 e 20 de agosto, entre 15 e 21 horas, no Centro Cultural da Juventude, em Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo. O número de vagas é limitado a 15.
As plataformas The Mobile City http://www.themobilecity.nl/ e Virtuell Platform http://www.virtueelplatform.nl/en/ estão organizando este ano a mostra “Desenhando a cidade híbrida: mídias digitais e tecnologias no design urbano”, que acontece no Centro Cultural Holandês em Xangai, como parte de uma série de exposições e debates sob o lema “Adaptação: Desenhando a Cidade do Futuro” (14 a 17 de agosto de 2010) http://www.themobilecity.nl/adaptation/, um dos eventos integrados à Expo 2010. “Desenhando a cidade híbrida…” reúne arquitetos, urbanistas, pesquisadores, artistas, designers de mídia ou interface, desenvolvedores de aplicativos móveis ou envolvidos em disciplinas afins, dispostos a discutir como as mídias móveis vêm transformando o ambiente urbano e fazendo com que as metrópoles se tornem “cidades híbridas”. O evento consiste de sessões abertas, nas quais os participantes são convidados a apresentar seus trabalhos, bem como de debates e workshops. Embora o prazo de inscrições já tenha se encerrado, a organização está aberta a avaliar contribuições pertinentes ao evento, que ainda poderão ser incluídas na programação http://www.themobilecity.nl/adaptation/call-for-participation-designing-the-hybrid-city-aug-17/.
Desenvolvido pelo YouTube e pelo Museu Guggenheim, o YouTube Play http://www.guggenheim.org/new-york/interact/participate/youtube-play é uma concorrência aberta a participantes de todo o mundo, em busca de “vídeos originais, atraentes e surpreendentes”, não importando que gênero, tecnologia ou orçamento. O site do Guggenheim lembra que, além de uma mudança na cultura visual nas duas últimas décadas, a internet vem contribuindo para catalizar e disseminar novas formas de mídias digitais, entre essas o vídeo online. “Produzido e assistido por qualquer um, praticamente a qualquer hora e qualquer lugar – em telefones celulares, câmeras digitais, computadores – o vídeo se tornou a mídia escolhida por vários artistas em ascensão”. As inscrições no youtube.com/play vão até o dia 31 de julho. Até agora, a organização já recebeu quatro mil trabalhos. Podem ser enviados vídeos produzidos nos últimos dois anos (videoarte, animação, documentário, videoclip etc). Após o fim do período de inscrições, o próprio Guggenheim vai selecionar 200 vídeos a serem exibidos no youtube.com/play. Destes, serão escolhidos 20 por um júri do qual fazem parte a cantora Laurie Anderson, a artista plástica Shirin Neshat e o cineasta tailandês Apichatpong Weerasethakul, entre outros. Os selecionados serão exibidos tanto no Guggenheim de Nova York, durante um evento especial no dia 21 de outubro, como também nos dias 22 a 24 de outubro nos Museus Guggenheim de Berlim, Bilbao e Veneza.
Projeto voltado para discutir mudanças estruturais causadas pela mobilidade e comunicação no espaço urbano, o “Hacking the City” http://www.hacking-the-city.org/about questiona como uma nova cultura e uma espécie de “resistência modernas” irão se articular na arte. “Que formas serão usadas, quais formas serão revistas e de que modelos os artistas e ativistas poderão se apropriar?”, perguntam os mentores do projeto. A proposta é discutir, através da arte, “a cultura predominante de consumo, a hegemonia da publicidade e a indiferença de uma privatização crescente dos espaços públicos”. O conceito de hacking é entendido aqui como um “hacking cultural”, do qual fazem parte o abdusting (apropriação da publicidade), bem como o plágio, as práticas de copiar/colar, irritar, gerar distúrbios. A fim de colocar em pauta temas sociais e políticos, as estratégias desse “hacking cultural” vão desde performances até a ações flash mob, esculturas no espaço público, eventos via internet ou celulares. A exposição “Hacking the City” acontece em Essen, na Alemanha, até o dia 26 de setembro.
A GSMA http://www.gsmworld.com/ , que representa os interesses da indústria de comunicação móvel em mais de 219 países e envolve aproximadamente 800 operadoras de telefonia móvel de todo o mundo, realizou junto com o NTT DOCOMO’s Instituto de Pesquisa sobre a Sociedade Móvel http://www.moba-ken.jp/english , sediado no Japão, um estudo sobre os hábitos de crianças em relação a telefones celulares em seis países do mundo (Japão, Coreia, China, Índia, México e Chipre) http://www.moba-ken.jp/wp-content/pdf/docomo_gsma_report2010.pdf . Outro quesito da pesquisa foram os efeitos dos celulares sobre o dia-a-dia das crianças e adolescentes – todas entre 8 e 18 anos – nas diversas regiões. Foram avaliadas respostas das crianças e sempre de um pai ou responsável. Os hábitos de uso do celular, segundo a pesquisa, estão intimamente aliados às condições sócio-econômicas de cada um, o que pode ser observado no fato de que no Japão, por exemplo, os celulares são muito mais usados pelas crianças que nos outros países em questão. Em todos os países, a idade em que cresce sensivelmente o uso de celular é a partir de 13 anos. O estudo pretende apontar também o impacto social que o fenômeno da telefonia móvel tem sobre as populações jovens, bem como para suas redes sociais. Alguns dados interessantes mostram a diferença entre os hábitos das crianças e adolescentes em relação a seus pais: entre os jovens em torno de 14 anos, 40% usam o celular como principal meio de acesso à internet, sendo que no Japão esse índice chega aos 70%.
O Blast Theory – reconhecido grupo de artistas que trabalha com mídias interativas, tecnologias móveis e novas formas de performance – http://www.blasttheory.co.uk/bt/index.php está com inscrições abertas até o dia 31 de julho para programa de residência no Reino Unido. Coordenado por Matt Adams, Ju Row Farr e Nick Tandavanitj, o trabalho do grupo explora aspectos sociais e políticos das novas tecnologias e questiona as ideologias presentes no volume excessivo de informação que nos envolve. A residência, http://www.blasttheory.co.uk/bt/20wellingtonroad_residency.html que varia de 4 a 12 semanas, é aberta a artistas, pesquisadores e teóricos que trabalhem com dispositivos móveis e portáteis em práticas culturais e artísticas, mídias interativas, design e teoria de games, entre outros. A ideia é possibilitar, durante a residência, o desenvolvimento de um novo trabalho na 20 Wellington Road, espaço que contém estúdios e ateliês, situado na região de Portslade, na cidade de Brighton, litoral sul da Inglaterra. Além disso, a proposta do Blast Theory é também fomentar, com a oferta de residências, a criação de uma comunidade interdisciplinar de relevância internacional. Os candidatos devem provar sua experiência em determinado campo de trabalho, bem como demonstrar como a residência poderá contribuir para o desenvolvimento de uma pesquisa ou prática artística específica.