A Associção Internacional de Arte para Mídias Móveis e Digitais (iAMDA) http://iamda.org/ tem por meta apoiar e promover artistas que utilizam mídias digitais móveis para criar seus trabalhos em pintura, fotografia, crossmedia e música, fazendo uso de telefones celulares, iPods/iPads ou quaisquer outros dispositivos móveis sem fio. Um dos objetivos da iAMDA é dar apoio a esses artistas através do desenvolvimento de recursos educativos, programas, workshops, conferências e exposições, entre outros. Entre os dias 22 e 25 de outubro, a organização vai organizar uma Conferência de Arte Para Mídias Móveis em Nova York, a ser realizada na Tisch Scholl of the Arts http://www.tisch.nyu.edu/page/home.html. Com organização participativa, a ideia é contar com a colaboração dos interessados, que podem iniciar grupo de preparação do evento através do site da iAMDA. A conferência deverá reunir artistas ou estudantes interessados em arte, música, animação ou outras formas de expressão criativa em telas de dispositivos móveis.
Jörg Piringer, artista que se dedica à poesia sonora-visual e membro do Instituto de Pesquisa Transacústica, em Viena, desenvolveu um aplicativo para iPhone e iPod chamado abcdefghijklmnopqrstuvwxyz . Segundo o próprio Piringer, o aplicativo (tipografia, movimento e som) http://joerg.piringer.net/index.php?href=abcdefg/abcdefg.xml é “um briquendo sonoro, uma ferramenta de performance e uma obra de arte em uma coisa só. Você pode brincar com as criaturas de letras e ver e ouvir como elas interagem umas com as outras ou você pode usá-las para produzir paisagens como faria com um instrumento musical eletrônico”. O aplicativo é o resultado das atuais pesquisas de Jörg Piringer sobre sons vocais e suas relações com a dinâmica da tipografia em perfomances, vídeos e arte de software. O trabalho de Piringer transita entre a música e a poesia, nos campos da música eletrônica, poesia visual eletrônica, comunidades online, performances ao vivo, instalações sonoras, games e videoarte.
“Os tempos de alerta já se foram, agora já chegou a hora: das mudanças climáticas, do controle e da vigilância, da falência econômico-financeira. Já ultrapassamos pontos irreversíveis e os efeitos disso são dramáticos. Sendo assim, é inexplicável nossa letargia, principalmente diante do fato de que as ideias, as ferramentas e a tecnologia para uma mudança de curso estão aí. Precisamos somente agir. Arregaçar as mangas e tomar as rédeas, já que é inevitável. Precisamos de mudança e temos que começar o conserto”. É assim que os curadores do Ars Electronica http://new.aec.at/repair/en deste ano justificam a escolha do tema do festival: “repair” (reparo, conserto). O Ars Electronica, um dos mais importantes eventos de arte, mídia e tecnologia do mundo, começa nesta quinta-feira (02/09), em Linz, na Áustria, com uma série de exposições, simpósios e discussões em torno dos temas “reparar, repensar, reinventar”. No reparo ou conserto, dizem os curadores do festival, esconde-se uma grande força inovadora, pois, ao contrário da reciclagem, você não é deslocado para o ponto de origem, mas pode, a partir de onde está, continuar. Concretamente, o debate trata da disponibilidade e da capacidade do cidadão moderno de consertar coisas. “Quem conserta, tem futuro”, garantem os mentores do Ars Electronica.
O projeto SAME (Sound And Music for Everyone, Everyday, Everywhere, Everyway)/Som e música para todo mundo, todo dia, em todo lugar, http://www.sameproject.eu/contest/ fundado pela Comissão Europeia, está com um edital aberto para aplicativos/serviços/dispositivos, que façam uso de telefones celulares para a criação de música em situações cotidianas. Os designers são convidados a fazer uso das novas tecnologias disponíveis através do projeto SAME, mas nao limitados a elas. Essas tecnologias permitem a transformação de celulares em “instrumentos musicais novos e expressivos”, que rompem com a forma tradicional de ouvir música. Propostas podem ser enviadas até o dia 30 de setembro. Os vencedores serão convidados a participar por dois dias no Festival de Ciência de Gênova www.festivalscienza.it na Itália, onde apresentarão seus projetos para um público amplo.
Mobile Crash [video 2, commented, with English subtitle] from lucas bamba on Vimeo.
Acontece nas cidades de Dortmund, Bochum e Duisburg, na Alemanha, o ISEA2010 http://www.isea2010ruhr.org/, Simpósio Internacional de Arte Eletrônica, um dos mais importantes fóruns de arte digital no cenário internacional. Vários painéis apresentam nesta versão do ISEA a história da artemídia na América Latina, entre estes o “Variantologia Latina”, que aborda as raízes da história das mídias no continente, discutindo “fenômenos que anteciparam os conceitos de rede, fotografia e ferramentas científicas antes do século 20″. Um fórum especial apresenta a nova produção em artemídia brasileira, com trabalhos de Lucas Banbozzi, Mariana Manhães e Bruno Vianna, selecionados pela curadoria de Giselle Beiguelman, do Instituto Sergio Motta. “Mobile Crash”, de Lucas Bambozzi, discute a fragilidade das linguagens correntes da atual produção de imagens e expõe um lado anacrônico das mídias em tempos de grande mobilidade e obsolência planejada. O trabalho é um ambiente criado por quatro vídeo-projeções, que reagem à presença do público, disparando vídeos aleatórios retirados do registro da performance “Da Obsolescência Programada”, realizada em 2009. “Mobile Crash” recebeu Menção Honrosa no Prix Ars Electronica deste ano na categoria Arte Interativa.
O “Jantar Móvel” http://preview.mediafacades.eu/node/112 da artista Johanna Bruckner www.urbanism-as.org, instalado na abertura do Festival Europeu de Fachadas e Mídia de 2010 http://preview.mediafacades.eu/ , em Berlim, é ao mesmo tempo um evento culinário e uma instalação interativa, através da qual os convidados de um jantar na capital alemã mantêm-se em comunicação com aqueles de um “happening” em Helsinki, através do uso da tecnologia. Os participantes dos eventos nas duas cidades poderão interagir uns com uns outros, em um ambiente virtual criado pela artista, que tenta abolir as fronteiras geográficas existentes entre os dois públicos. A escultura de Johanna Bruckner explora o potencial das fachadas urbanas através do uso da tecnologia como um terreno a ser descoberto e usado, estabelecendo uma arquitetura de comunicação entre as duas cidades – geograficamente distantes – através do diálogo intercultural via tecnologia. Johanna Bruckner nasceu na Áustria e vive em Berlim.
O MEDIA FACADES FESTIVAL EUROPE 2010 http://preview.mediafacades.eu/ , projeto iniciado pelo Public Art Lab / Berlim, em cooperação com diversas outras instituições (iMAL / Bruxelas, m-cult / Helsinki, FACT / Liverpool, Ars Electronica Futurelab / Linz, Medialab-Prado / Madri e Kitchen Budapest) irá explorar as possibilidades de rede de telas e fachadas no espaço urbano através da internet e de novas tecnologias. A ideia é discutir a presença cada vez maior de infra-estrutura com elementos visuais e digitais no espaço público, investigando a função comunicativa do ambiente urbano. O festival, que acontece entre 27 de agosto e 2 de outubro, irá expor projetos desenvolvidos especialmente para mostrar os diferentes contextos em várias cidades europeias, com a transformação de “fachadas midiáticas” em fóruns de debate nessas diferentes localidades.
A partir da próxima terça-feira (24 de agosto) até 24 de outubro, o Centro Cultural do Rio de Janeiro apresenta http://ims.uol.com.br/Cinema/D17/P=397 a exposição “Erthos Albino de Souza. Poesia: do dáctilo ao dígito”, com curadoria dos poetas Augusto de Campos e André Vallias. No dia da inauguração, vai ser realizada, às 19h30, uma mesa-redonda com os curadores e com o também poeta Carlos Ávila (senhas serão distribuídas uma hora antes de evento). A mostra faz um apanhado da produção de Erthos Albino de Souza (1932-2000): dos primeiros poemas feitos com máquina de escrever, no final da década de 1960, às impressões em computador mainframe, realizadas durante os anos de 1970, que fazem dele um relevante precursor da chamada “poesia digital”; dos “poesignos” – logotipos poéticos – aos poemas-objeto e colagens fotográficas. Erthos foi um grande pesquisador e autor um trabalho pioneiro de análise estatística de textos literários por intermédio do computador.
As incrições para o Festival Conexões Tecnológicas http://conexoestecnologicas.org.br/, organizado pelo Instituto Sergio Motta http://www.ism.org.br/, estão abertas até o próxmo 31 de agosto. Estudantes das áreas de arte e design podem enviar trabalhos, concorrendo a três prêmios no valor de de R$ 1.500,00 cada. Os nomes dos três vencedores serão divulgados em novembro, durante um evento em São Paulo, cuja programação inclui uma série de palestras, oficinas, mesas-redondas e exposição com os trabalhos dos selecionados. A inscrição é gratuita e pode ser efetuada individualmente ou em grupo. Serão aceitos apenas trabalhos em mídias digitais, realizados entre 2008 e 2010 por alunos de graduação ou recém-graduados (animação computacional, arte e ciência, artemídia, artes interativas, audiovisual, desenho industrial, design de interfaces, design de mídia digital, design gráfico, games, imagem digital, realidade virtual, redes colaborativas, webradio e webtv, entre outros). Os registros e/ou arquivos do trabalho devem ser disponibilizados em canais on-line pessoais (Flickr, YouTube, MySpace, SlideShare ou outros).
“Arte, Arquitetura e Sociedade Digital” http://www.artyarqdigital.com/es/ é o nome de um grupo de pesquisa do Departamento de História da Arte da Universidade de Barcelona, criado em 1999 e que desde então vem investigando várias práticas artísticas e formas arquitetônicas em relação às tecnologias de comunicação e informação no mundo digital. As transformações ocorridas em função no panorama sócio-cultural contemporâneo são o foco central das pesquisas do grupo, centrado sobretudo nas práticas artísticas que se apropriam das novas tecnolgias como meios de criação e reflexão. O projeto de pesquisa, que prossegue até pelo menos 2011, trata, entre outros, de temas como as tecnologias dos games, a evolução das telas e a transformação da imagem-movimento, comunicação e hibridismo cultural, arquitetura genética e biodigital nas comunidades e universos virtuais, espaço, territórios, sujeitos e geografias digitais.